Rio Grande recebe Q+50 com o tema “A moradia brasileira”
Via IAB-RJ
Neste final de semana, entre os dias 05 e 07 de abril, integrando a programação da Festa do Mar, Rio Grande recebe um importante evento nacional relacionado à arquitetura. O Seminário Q+50 inicia dia 05 de Abril, às 17h, no Paço Municipal, e segue com atividades até a manhã de domingo, dia 7, com o tema “A moradia brasileira – produção familiar, interface do formal e informal, a dinâmica do mercado imobiliário; aspectos sociais e o passivo habitacional. A iniciativa é do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR).
O Seminário Q + 50 faz parte de um ciclo que se apresenta inicialmente como comemorativo dos 50 anos do Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana (SHRU), realizado pelo IAB, em julho de 1963, no Hotel Quitandinha, Petrópolis. Em 2013, novamente se convida a sociedade para discutir a cidade brasileira, tendo presente conceitos arquitetônico-urbanísticos que evoluíram ao longo das últimas cinco décadas, novos paradigmas de desenvolvimento sustentável, de participação popular nas decisões de políticas públicas.
O seminário inicia na sexta-feira, 5 de abril, às 17h, com mesa-redonda sobre “A moradia brasileira”. A atividade contará com a presença dos convidados Claudia Pires (MG), Elisabeth França (SP), Pablo Benetti (RJ). A mediação será do arquiteto e diretor do IAB, Pedro da Luz Moreira. No Paço, às 20h, o arquiteto Sérgio Magalhães ministra palestra e ampliará as discussões da atividade anterior. Magalhães é presidente nacional do IAB e ex-secretário da Prefeitura do Rio de Janeiro responsável pelos programas habitacionais da cidade maravilhosa durante alguns anos.
No sábado, dia 06 de Abril, no Sobrado dos Azulejos, das 09h às 13h e das 15h às 17h serão elaborados, debatidos e apresentados os grupos trabalhos. Às 20h, no Paço Municipal, será a vez da Cientista Social Natália Carnovale, coordenadora de Projetos Estratégicos e do Conselho Econômico e Social da cidade de Rosários, Argentina, que apresentará palestra com o tema “Participação, Planejamento e Projeto”.
No último dia, domingo, 07 de Abril, das 9h às 13h acontecem, no Sobrado dos Azulejos, as relatorias de cada GT, com conclusões gerais e elaboração do documento final. No domingo pela manhã também serão realizadas visitas guiadas a Visitas Guiadas ao Centro Histórico, Molhes e Cassino, Super Porto, São José do Norte, além de Passeio de Barco. Para encerrar as atividades, a Caravana convida, a partir das 13h, para um almoço de confraternização na Festa do Mar.
Com o objetivo de passar por diversos estados do país, o Seminário Q + 50 iniciou no Rio de Janeiro, em fevereiro. Além de Rio Grande, no RS, outras cidades receberão o projeto, entre estas: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Manaus.
Q+50 – A moradia brasileira
Organização: IAB e CAU/BR
Período: de 05 a 07 de Abril
Local: Paço Municipal de Rio Grande Entrada: Gratuita
Casa de Vidro de Lina Bo Bardi recebe exposição com curadoria de Hans Ulrich Obrist
Via vejasp.abril.com.br
A exposição O interior está no exterior, com curadoria do suíço Hans Ulrich Obrist, acontecerá em um marco da Arquitetura Moderna Brasileira, a Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, em São Paulo, como um evento paralelo que faz parte da SP-Arte.
Esta exposição, que foi anunciada em 2011, teve prefácio em Setembro do ano passado, quando foram exibidas obras que se inspiraram na Casa de Vidro e na arquiteta, com nomes como Alexander Calder, Paulo Mendes da Rocha e SANAA. Rivane Neuenschwander. Foto: Andre Ligeiro via Uol Agora, o segundo momento desta exposição, também terá como palco outra obra de Lina Bo Bardi, o SESC Pompeia, que abrigará instalações de Ernesto Neto, Dan Graham e Douglas Gordon e de vídeos de Adrian Villar Rojas, Pedro Barateiro, José Celso Martinez Corrêa, Laércio Redondo e Tamar Guimarães e áudios transformados de Cildo Meireles e Cinthia Marcelle. Obra Camuflagem, 2012, de Waltercio Caldas. Foto: Andre Ligeiro via Uol A exposição acontece a partir de hoje, 5 de Abril, e continuará até o dia 30 de Maio, em ambos os locais, na Casa de Vidro e no SESC Pompeia. Instalação sem título de Paulo Nazareth. Foto: Andre Ligeiro via Uol
Exposição: O interior está no exterior
Local: Casa de Vidro
Período: 5 de Abril a 30 de Maio, de terça a domingo, das 11h às 17h
Endereço: Rua General Almério de Moura, 200, São Paulo
Local: SESC Pompeia
Período: 5 de Abril a 30 de Maio, de terça a domingo, das 9h às 21h
Endereço: Rua Clélia, 93, São Paulo
Citar: Britto , Fernanda . "Casa de Vidro de Lina Bo Bardi recebe exposição com curadoria de Hans Ulrich Obrist" 05 Apr 2013. ArchDaily. Accessed 06 Apr 2013. <http://www.archdaily.com.br/107012>
Fundamentos da Arquitetura Contemporânea / Siegbert Zanettini
Escola Panamericana de Arte, 1991. Cortesia Siegbert Zanettini
O objetivo deste texto é trazer elementos que possam contribuir para uma reflexão sobre a contemporaneidade da arquitetura onde abordaremos alguns pontos que fazem parte da conclusão da obra “Razão e Sensibilidade”, texto sistemático que apresentei no ano 2000, para minha Livre Docência na FAUUSP e resultantes das experiências no universo teórico-prático, nas quatro últimas décadas.
A arquitetura por mim praticada nesse período refletiu o quadro cultural de cada momento e resultou da conjunção da razão amadurecida pelas reflexões, pesquisas e teses e da sensibilidade desenvolvida pelas idéias experimentadas em projetos e obras, algumas vezes, aquela fornecendo subsídios teóricos para a conceituação desta, outras vezes esta alimentando ou mesmo questionando as hipóteses daquela.
Esse evolutivo e simbiótico desenvolvimento teórico-prático teve uma condicionante especial: toda a produção se beneficiou com a condição de professor de arquitetura coincidir com a mesma área do trabalho profissional, as duas atividades se completando, embora com papéis distintos, por força de seus objetivos específicos. A crítica, o questionamento, a reflexão sobre cada obra, realizadas no âmbito universitário, alterava caminhos, aproximava experiências, quantificando e sistematizando cada ação. De outro lado, o contato direto com a produção, com a matéria a ser trabalhada, com o testar um novo sistema construtivo, estrutural ou de instalações, indo fundo no fazer, sem simulacros artificiosos e nas condições reais de uso e desempenho, com resultados convincentes, ou às vezes negativos, ratificou acertos e descartou erros, experiências essas que seriam quase impossíveis no âmbito universitário.
Essa especial condição do professor-profissional talvez tenha sido uma condicionante essencial no desenvolvimento de uma visão holística e sistêmica que alicerçou o caminho trilhado na área da arquitetura.
Uma sólida e extensa formação, de quase cinco décadas, resultante do contato pessoal e com a obra de um grupo excelente de professores da Universidade, com sua exemplar postura e sábia orientação ao acesso a uma bibliografia densa, nas várias áreas do conhecimento auxiliou, e muito, a entender os conflitos e contradições conjunturais políticas e ideológicas, a impedir desvios éticos e a resistir ao ganho fácil e às tentações de produzir uma arquitetura de ocasião, estimulada pelos constantes “contos de sereia” das áreas especulativa e imobiliária, principais responsáveis pelo memismo e pela profusão da mediocridade arquitetônica, no lado rico das cidades.
Por outro lado, era ilusão pensar que eu pertencia a um mundo à parte, livre e desvinculado das injunções estruturais e conjunturais, econômicas e políticas do país, onde o desígnio , que acreditávamos estar na esfera de decisão do arquiteto não fosse, como ainda continua sendo determinado pelo capital. A condição material da arquitetura e do urbano que inclui o solo, os edifícios e o mundo dos objetos traduz-se em mercadorias, com o valor de troca sobrepujando-se ao valor de uso, respondendo às determinações do mercado e a serviço do capital, atendendo-o nas suas exigências e necessidades.
Essas condicionantes, exponencializadas em escala mundial no período tecnológico pós-guerra, ou “cibernético-monopolista” no dizer de Andrés Zarankin, da etapa atual do capitalismo globalizante, ditam o que, a quem e como deve ser direcionada a produção material, definindo os contornos e os limites da arquitetura, como seu reflexo e efeito.
Algumas das soluções que seriamente pesquisamos, como ciência e como criação, sofrem, portanto, as injunções de mercado e respondem às suas condições de produtos de consumo. Isso, entretanto, não invalida a produção do conhecimento sobre esta nobre arte de construir, seu avanço de qualidade, maior eficácia no seu desempenho, minimização de patologias e o seu avanço tecnológico, com uma postura progressista e prospectiva em direção a uma nova realidade pela qual lutamos, na qual acreditamos e que há muitos anos perseguimos.
Portanto, trabalhar com correção nas áreas de domínio da arquitetura, com base nos conhecimentos científico e sensível, de uma forma sistêmica que globalize o histórico, o ambiental, o social, o político, o econômico e o tecnológico continua sendo tarefa a perseguir, sem prazo determinado, nesse universo conflituoso, em desequilíbrio e injusto que temos que ultrapassar.
A abordagem proposta procura extrapolar a discussão unidimensional da estética da forma na arquitetura, que perdurou como questão central durante as últimas décadas, em especial nos anos 60 e 70, nos textos de Robert Venturi, Aldo Rossi, Peter Eisenman, Charles Moore, Michael Graves e outros, sobre o desgaste do movimento moderno que “deixou de ser uma causa para se transformar num estilo”, segundo Anatole Kopp, e preparou o caminho para o surgimento do movimento pós-moderno.
Este ao negar a arquitetura moderna e a sua forma de organização do espaço, homogêneo em todas as direções, e nos limites de uma geometria definida e controlada, colocava como oposição o espaço pós-moderno “ambíguo no seu zoneamento e irracional no que se refere à sua relação entre as partes e o todo. Os limites a miúdo não ficam claros e o espaço se estende indefinidamente, sem limite aparente”, segundo Charles Jenks, um dos arautos do movimento.
A par de sua importante contribuição de sacudir o ambiente com críticas à já enfraquecida arquitetura moderna, o arcabouço teórico dessa corrente enfatizava a questão estética da arquitetura e, talvez, resida nisso o seu limite.
Por decorrência dessa limitada e unidimensional crítica, opôs ao “estilo moderno” os demais estilos no seu tratamento plástico-formal, como uma evocação retro-nostálgica e com colagens formais artificiais. Assim aparecem desenhos evocando motivos “Art-Deco”, desenhos geométricos, imitações fabricadas e inspiradas em materiais nobres e soluções em cenários apostos, encobrindo estruturas e com superfícies e revestimentos não vinculados à função.
O desgaste da arquitetura moderna, de um lado, e a superficialidade da arquitetura pós-moderna, de outro, para a qual já se podia preconizar um curto prazo de duração, que permaneceu como resíduo em propostas isoladas, despertou a hipótese de tentar estruturar uma idéia de contemporaneidade na arquitetura.
Alguns pressupostos estimulavam essa tarefa.
Diversas questões ao longo da trajetória intelectual e profissional já vinham sendo experimentadas e davam força à idéia. Por outro lado, um espectro amplo de referências apontava uma parte do caminho já se construindo. Nos mais variados campos, e mais nitidamente nas ciências biológicas, nas ciências ambientais e na área das exatas, nos campos da eletrônica e da tecnologia surgiam avanços notáveis. Nas áreas humanas, inclusive, as contribuições da antropologia, da arqueologia histórica e da arquitetura eram animadoras.
Para melhor compreensão, convém explicitá-las:
1. a arquitetura não mais se limitando a tomar como sua área de domínio a questão do espaço e da estética da forma. A necessidade crescente, que a realidade vem impondo, de mudar de dimensão no seu enfoque com uma abordagem sistêmica da cultura material como também das formas de produção material, no atendimento às novas demandas e necessidades individuais e coletivas.
Esse aumento de complexidade de seu conhecimento e de seu trato vem exigindo uma crescente contribuição interdisciplinar de variadas áreas de especialidade e colaboração cada vez mais ampla de inúmeros intervenientes.
Como decorrência, e talvez a mais próxima, a “re-união” de arquitetos, engenheiros e tecnólogos numa formação e num trabalho mais interativo, face à constatação irrefutável de que essas áreas tratam de um mesmo objeto;
2. as recentes contribuições sobre a noção de lugar e a tomada de consciência da questão ambiental, natural e construída, que explicitam a noção de território – “o espaço do cidadão”- local onde o homem finca as suas raízes na terra em que vive, na comunhão que com ela mantém. Cultura e territorialidade são heranças e também relações profundas do homem com o meio. Daí definirem-se formas próprias e contornos físicos claros que marcam a condição de nacionalidade como herança de modos de vida e de tradições locais e de internacionalidade, enquanto visão de mundo, conceitos aqui emprestados do Prof° Milton Santos;
3. a incorporação de novas áreas científicas e de novas tecnologias, com influências diretas na concepção e na organização dos espaços como a biogenética, a comunicação móvel celular, a visão metabólica da cidade, a informatização da vida cotidiana, a diversificação da matriz energética, entre outras;
4. as exigências crescentes e cada vez mais instrumentalizadas traduzidas em proteções, garantias, certificações, homologações, normas, que garantam qualidade, desempenho, durabilidade, economia e resguardem a integridade do produto, seja edificação ou objeto;
5. a gradativa utilização de tecnologias limpas que avançam no sentido de menos poluição, menos ruído, menos desperdício e menos agressão ao meio ambiente;
6. o desenvolvimento do conhecimento sensível, como por exemplo, no estudo do fenômeno da cor, até há pouco tempo explicado pelo seu aspecto sensitivo, hoje com várias teorias da ciência da percepção, do processo cognitivo e da colorimetria em Berkeley, MIT e Barcelona;
7. as experiências arquitetônicas no exterior que a partir da obra do Centro Pompidou em 77, dos arquitetos Richard Rogers e Renzo Piano, aos quais se juntam Norman Foster, Santiago Calatrava, Jean Nouvel, Bernard Tschumi, Nicholas Grimshaw, Dominique Perrault, I. M. Pey, entre outros, e no Brasil, João Filgueiras Lima e o arquiteto que aqui escreve, colecionam um formidável acervo de projetos e obras, documentadas em textos críticos e publicações que as situam como experiências contemporâneas, cujas referências recíprocas são inevitáveis.
Que princípios norteiam essas obras e as une como uma nova forma de abordagem da arquitetura, de sorte que se possa reconhecer um novo movimento? E que aspectos as separam e marcam as diferenças entre os vários caminhos.
Como resposta alguns pontos merecem ser destacados:
a) respeito ao sítio onde se implantam e aos programas específicos.
“ Na Europa, a modernidade e o quadro histórico pareceu formar uma simbiose muito mais forte que na grande época do modernismo, que buscava impor uma nova ordem. A vida cotidiana dos europeus está submetida à confrontação permanente da tradição e uma rápida evolução. Um dos fatores fundamentais da viabilidade da arquitetura contemporânea é sua capacidade de evoluir na direção da aceitação do passado, mesmo que apareçam novas formas e soluções”….
“ A estética da concepção arquitetônica parece mais e mais sempre ditada, não mais por convenções estilísticas pré-determinadas, mas por fatores ligados ao sítio ou ao programa”….
“ Construir na Europa hoje requer uma tolerância e uma abertura que não convém de maneira nenhuma a um enfoque dogmático. Cada regra conhece suas exceções. A arquitetura atual é antes de tudo a soma dessas exceções. (Jodidio, 1998);
b) os contextos econômicos e políticos vigentes na maioria dos países, dão aos arquitetos múltiplas razões para se inquietar com o futuro, quando se constata uma tomada de consciência engrandecendo a importância da qualidade da construção que entrava a realização de um número mais elevado de projetos inovadores.
Esse procedimento que mais recentemente vem ocorrendo na Europa, no Brasil nos acompanha pelo menos há quatro décadas, com uma arquitetura que em termos de renovação e qualidade construtiva, deixa muito a desejar;
c) uso de novas tecnologias, visando a uma produção qualitativamente mais controlada por processos industrializados, fazendo gradativamente do canteiro de obras o local de montagem. Isso implica numa abordagem sistêmica e planejada de todo o ciclo produtivo da obra na sua totalidade, desde a elaboração de projetos profundamente detalhados e compatibilizados. Não há improvisos ou soluções de obra, como ocorre com frequência na obra tradicional. Daí outro aspecto que as une: a importância do projeto na explicitação da noção de qualidade na cadeia produtiva da construção civil;
d) outro ponto a destacar na questão da contemporaneidade é que cada intervenção no espaço, deve adequar-se ao conhecimento estruturado das ciências humanas. Não se consegue imprimir uma visão prospectiva e de futuro para a arquitetura, sem o conhecimento histórico das experiências formais e espaciais do passado, umbilicalmente ligadas à paulatina evolução das técnicas no tempo;
e) outro procedimento contemporâneo é imprimir ao projeto a visão de processo que nunca se esgota, com o contínuo aprimoramento das linguagens arquitetônicas no uso das tecnologias do concreto, do aço, da madeira, da alvenaria estrutural, da argamassa armada, do solo-cimento e outras tantas, cada uma delas apropriada às condições de trabalho estrutural, às circunstâncias de como se dá a produção de cada sistema em cada região, objetivando a melhor relação custo-benefício;
f) outro aspecto, aparentemente paradoxal, que une as experiências arquitetônicas contemporâneas é a liberdade com que cada arquiteto imprime à sua obra, o que caracteriza as diferenças que toda obra de arte deve ter e onde se expressa a individualidade do criador. E não poderia ser diferente: regiões, lugares, sítios, relevos, climas, programas, tipologias, usos, sistemas construtivos, materiais e tudo o mais, bastante diversos, não há porque engessar formas, com padrões e modelos dogmáticos, materializando mais um “novo estilo”.
Há sim, que haver coerência global no planejamento, no projeto, na fabricação e na execução da obra, de modo a satisfazer as necessidades econômicas, fisiológicas, ambientais e estéticas, direcionadas à razão e à emoção do homem;
g) portanto, uma característica estrutural da visão contemporânea da arquitetura está na conjunção de questões interagentes que ocorrem na produção da arquitetura – homem, lugar, uso, medida, ambiente, técnica, matéria, ciência, tecnologia – enquanto aspectos de um universo objetivo, com o conjunto de variáveis do mundo sensível das idéias e da criação, nessa constante busca da essência, do equilíbrio, do harmônico, do duradouro, com o permanente desafio da busca de excelência estética, econômica e construtiva e no atendimento às satisfações físicas, e psíquicas dos indivíduos que dela usufruem. A arquitetura contemporânea é o resultado físico-espacial do encontro equilibrado e harmônico entre dois mundos: o racional e o sensível.
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Citar: Fracalossi , Igor . "Clássicos da Arquitetura: Villa Tugendhat / Mies van der Rohe" 03 Apr 2013. ArchDaily. Accessed 04 Apr 2013. <http://www.archdaily.com.br/106899>
O Instituto de Arquitetos do Brasil Minas Gerais (IAB-MG) realizará neste ano de 2013, em parceria com a empresa BIM.BON, a 2ª edição do Prêmio Bim.Bon de Arquitetura. O concurso é aberto a estudantes, profissionais de arquitetura e urbanismo e design de interiores. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 20 de maio. O edital, assim como a ficha de inscrição, está disponível no site.
Os candidatos poderão inscrever projetos e obras em duas categorias: “Projetos Inéditos”, para profissionais e estudantes de arquitetura e urbanismo e “Obras Construidas”, para os profissionais de arquitetura e design de interiores. Serão distribuídos R$ 9.000,00 em prêmios para profissionais e R$ 2.000,00 para estudantes.
Os projetos premiados e menções honrosas serão divulgados em âmbito nacional e integrarão uma exposição que circulará nas escolas de arquitetura por todo o Brasil.
O Museu Guggenheim disponibilizou 65 catálogos online de arte. Os catálogos oferecem uma introdução intelectual e visual de antigas exposições e diversos artistas, entre eles Alexander Calder, Edvard Munch, Francis Bacon, Gustav Klimt, Egon Schiele e Kandinsky.
Além disso, entre os catálogos disponíveis, há o precioso: “Sixty Years of Living Architecture: The Work of Frank Lloyd Wright“. Catálogo que apresenta diversos projetos – através de fotos, croquis e textos – do arquiteto que foi um dos ícones do modernismo e responsável pelo desenho do Guggenheim Museum de Nova Iorque. Uma oportunidade única para conhecer projetos não tão famosos de Wright e se encantar mais uma vez por sua obra. Imagem do Catálogo Online “Sixty Years of Living Architecture: The Work of Frank Lloyd Wright”. Disponível via guggenheim.org Para ler virtualmente o catálogo, clique aqui.
O conhecido historiador e preservacionista de arquitetura Robert Rubin adquiriu o maior dos domos “Fly’s Eye” de Buckminster Fuller e planeja reabri-lo ao público neste verão pela primeira vez nos últimos 30 anos.
Um dos últimos projetos visionários de Fuller, o domo “Fly’s Eye” foi projetado para ser uma habitação autônoma. Em seu livro Critical Path, Fuller descreve o projeto como o ápice de “tudo o que eu aprendi não apenas durante [os] cinquenta anos de desenvolvimento, mas em todos os meus trinta e dois anos mais jovens.” Com cerca de 15 metros de altura, a estrutura recebe seu nome por causa das aberturas cilíndricas que pontuam o domo e lhe dão rigidez. Cortesia do Festival de Arte de Toulouse Rubin é, aparentemente, o candidato perfeito para adquirir o domo de Buckminster; ele tem paixão por trabalhos inquietantes, assim como um impressionante histórico quando se trata de estudar, restaurar e compartilhar conhecimentos sobre a arquitetura moderna. Atualmente Rubin está escrevendo um livro sobre sua própria casa, uma modernista Maison De Verre. Também há em sua coleção uma das Maison Tropicales pré-fabricadas de Jean Prouvé. Sua nova aquisição é um dos apenas três domos projetados por Fuller. Os outros dois também se encontram em boas mãos; a versão de aproximadamente 3,6 metros pertence a ninguém menos que Norman Foster, enquanto que o empresario do ramo imobiliário Craig Robbins possui uma réplica de cerca de 7,3 metros. Quanto ao seu domo, Rubin pretende restaurá-lo e colocá-lo em exibição no Festival de Arte Contemporânea de Toulouse, na França, entre 24 de maio e 23 de junho deste ano. Cortesia de Explorations Architecture Já iniciado na Califórnia, o restauro do domo está sob responsabilidade de Daniel Reiser, da DR Design, e John Warren – ambos já trabalharam no domo original, assim como no restauro da versão de Craigs Robins. Uma vez completo, o domo será colocado na Orla de Toulouse, criando um contraste com os edifícios históricos. De acordo com Rubin: “A ideia é tornar o domo um evento pedagógico, envolver os estudantes de arquitetura de Toulouse… É importante ver esta obra se deslocando de um lugar a outro.” Via The Architect’s Newspaper
Citar: Britto , Fernanda . "Restauro do Domo “Fly’s Eye” de Buckminster Fuller" 31 Mar 2013. ArchDaily. Accessed 01 Apr 2013. <http://www.archdaily.com.br/106254>